Almir Guineto
O homem que colocou o banjo no samba. Do Morro do Salgueiro ao Cacique de Ramos, a trajetória de um dos criadores do pagode.
Foto: 25º Prêmio da Música Brasileira — CC BY 2.0
Era uma casa no Morro do Salgueiro, nos anos 1950, onde o pai tocava violão no Fina Flor do Samba e a mãe costurava para o morro inteiro. Ali cresceu um menino que aos dezesseis anos já estava num dos maiores grupos de samba do país — e que, décadas depois, teria mudado o som do gênero com um instrumento que ninguém no Brasil tocava.
Quem foi Almir Guineto?
Almir de Souza Serra nasceu no Rio de Janeiro em 12 de julho de 1946 e morreu na mesma cidade em 5 de maio de 2017, aos 70 anos. Cantor, compositor e instrumentista, é reconhecido como um dos principais pais do pagode e como o homem que levou o banjo para o samba brasileiro.
Cresceu no Morro do Salgueiro, na zona norte carioca, cercado de música: o pai, Iraci de Souza Serra, era violonista do grupo Fina Flor do Samba; a mãe, Nair — a “Dona Fia” —, costureira e figura ancestral do morro; e o irmão Chiquinho foi um dos fundadores dos Originais do Samba. Aos dezesseis anos entrou no grupo do irmão, onde ficaria dez anos.
Nos anos 1970 tornou-se mestre de bateria e diretor da Acadêmicos do Salgueiro, e passou a frequentar as rodas de quarta-feira do Cacique de Ramos. Foi ali, entre o tantã, o repique de mão e o banjo, que nasceu o Grupo Fundo de Quintal — do qual foi um dos fundadores, ao lado de Bira Presidente, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha e Ubirany. O grupo seria apadrinhado por Beth Carvalho e, anos depois, receberia Arlindo Cruz, que herdaria dele o banjo.
Depois do primeiro disco do grupo, em 1980, seguiu carreira solo. Emplacou treze álbuns próprios e uma obra que atravessa o partido-alto, o jongo e o romantismo suburbano, sempre marcada por uma voz rascante que a crítica costumava chamar de força da natureza.
Foto: TV Brasil / programa “Segue o Som” — remix de Olimor, Wikimedia Commons, CC BY 3.0 BR
Trajetória
Linha do Tempo
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1946
Nascimento no Morro do Salgueiro
Almir de Souza Serra nasce em 12 de julho, no Rio de Janeiro. Cresce cercado de música: o pai, Iraci, é violonista do Fina Flor do Samba; a mãe, Nair, a “Dona Fia”, é costureira e figura respeitada do morro.
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1962
Entrada nos Originais do Samba
Aos dezesseis anos, ingressa no grupo que o irmão Chiquinho ajudara a fundar. Fica dez anos na formação, ao lado de nomes como Mussum, num dos conjuntos de samba mais respeitados do país.
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Anos 1970
O banjo chega ao samba
Segundo relatos, numa excursão internacional dos Originais do Samba, Mussum se encanta com o banjo tocado pela banda inglesa Mungo Jerry e traz a ideia para o Brasil. Com Almir, adapta o instrumento: corpo de banjo, braço de cavaquinho, uma corda a menos. Nasce o banjo brasileiro.
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Anos 1970
Mestre de bateria do Salgueiro
Torna-se mestre de bateria e diretor da Acadêmicos do Salgueiro, a escola do morro onde nasceu, consolidando o vínculo com a comunidade que o formou.
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1975–79
As rodas do Cacique de Ramos
Passa a frequentar as rodas de quarta-feira na sede do bloco carnavalesco. Com o tantã, o repique de mão e o banjo, aquele grupo de amigos cria uma sonoridade nova que a indústria batizaria depois de pagode.
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1980
“Samba É No Fundo de Quintal”
Apadrinhado por Beth Carvalho, o Grupo Fundo de Quintal grava seu primeiro disco. Almir é um dos fundadores, ao lado de Bira Presidente, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha e Ubirany.
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1981
Carreira solo e o Festival MPB-Shell
Deixa o grupo logo após o primeiro álbum e vence o Festival MPB-Shell da Rede Globo com o partido-alto “Mordomia”, de Ari do Cavaco e Gracinha. No mesmo ano lança “O Suburbano”, seu disco de estreia solo.
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1985–95
A década de maior sucesso
Emenda álbuns como “Sorriso Novo”, “Perfume de Champagne”, “Olhos da Vida” e “Pele de Chocolate”, e vira um dos nomes mais gravados do samba — de Elba Ramalho a Nelson Gonçalves, além de todos os grandes sambistas do país.
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2001
“Todos os Pagodes”
Lança o disco que fecha uma discografia de treze álbuns próprios, construída ao longo de duas décadas de carreira solo.
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2017
Morte aos 70 anos
Depois de deixar os palcos em julho de 2016 para tratar problemas renais crônicos e diabetes, morre em 5 de maio, no Rio de Janeiro.
A obra
Carreira Artística
Almir Guineto foi três coisas ao mesmo tempo: um instrumentista que trouxe um som novo, um intérprete de voz inconfundível e um compositor gravado por praticamente todo o samba brasileiro. Raramente essas três funções cabem na mesma pessoa.
O instrumento que ele trouxe
A história do banjo brasileiro começa fora do país. Segundo relatos, numa excursão internacional dos Originais do Samba — grupo que foi o primeiro conjunto de sambistas a se apresentar no Olympia, em Paris — Mussum assistiu a um show da banda inglesa Mungo Jerry e ficou fascinado pelo banjo tocado ali.
De volta ao Brasil, Mussum presenteou Almir com o instrumento. E foi Guineto quem fez a adaptação: substituiu o braço de madeira original por um de cavaquinho, reduzindo as cordas de cinco para quatro.
A invenção resolvia um problema prático. Nas rodas do Cacique de Ramos, no fim dos anos 1970, Almir se frustrava por não ser ouvido em meio à sonoridade alta dos tantãs e pandeiros. O banjo adaptado tinha a afinação do cavaquinho e a potência que a roda de rua exigia — e foi assim que um instrumento da música country americana virou peça central do samba.
O instrumento virou marca registrada dos discos de Almir e, depois dele, teve em Arlindo Cruz seu maior herdeiro. É por isso que, quando se fala em banjo no samba, esses dois nomes aparecem sempre juntos.
Almir Guineto com Adalto Magalhães, Reinaldo e Adilson Gavião. Foto: João Gabriel Lira Gavião — Wikimedia Commons, CC0
Do Cacique de Ramos ao Fundo de Quintal
Nas rodas de quarta-feira do Cacique de Ramos, em meados dos anos 1970, um grupo de amigos começou a tocar com instrumentos que quase ninguém usava em disco: o tantã, o repique de mão e o banjo. A indústria fonográfica batizaria aquilo, anos depois, de pagode.
Em 1980, apadrinhados por Beth Carvalho, gravaram “Samba É No Fundo de Quintal”. Almir estava lá, ao lado de Bira Presidente, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha e Ubirany. Logo depois do disco, saiu — junto com Jorge Aragão — para seguir carreira própria.
A voz e a irreverência
Em 1981 venceu o Festival MPB-Shell da Rede Globo com o partido-alto “Mordomia” e emendou treze álbuns próprios até 2001. Sua voz — rascante, potente, que a crítica chegou a chamar de força da natureza — tornou-se tão reconhecível quanto o banjo.
A obra dele nunca foi domesticada. Ainda no começo da carreira, a canção “Saco Cheio” provocou protestos públicos do então arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugênio Sales, por causa da letra. Ao lado do partido-alto irreverente e do jongo, convivia um romantismo suburbano sutil — combinação que fez dele um dos compositores mais gravados do país, de Zeca Pagodinho a Elba Ramalho e Nelson Gonçalves.
Obra-Prima
Conselho
Composição de Adilson Bispo e Zé Roberto · Álbum “Almir Guineto” (1986)
O samba que virou conselho de boteco, dito por gente que nunca soube de onde veio.
- 1986
- Samba
- Álbum de estreia solo
- A mais ouvida
Por que ouvir?
É a canção mais ouvida de Almir Guineto e uma das poucas cujo primeiro verso virou expressão de uso corrente, dita por gente que nem sabe de onde veio. Curiosamente, não estourou de imediato: lançada no disco de estreia solo, só ganhou fama anos depois, quando o público a adotou por conta própria. Ouvir esta gravação é entender por que a voz dele é reconhecível em dois segundos.
O que ficou
Legado
Poucos artistas mudam o som de um gênero inteiro. Almir Guineto mudou — com um instrumento adaptado no fim dos anos 1970 para resolver um problema de volume numa roda de rua.
O banjo brasileiro
A adaptação que fez — corpo de banjo, braço de cavaquinho, uma corda a menos — virou instrumento padrão do pagode. No meio do samba circula uma frase atribuída a Zeca Pagodinho, de que banjo no samba só existiriam dois: Almir Guineto e Arlindo Cruz. Resume bem a linhagem.
Um dos pais do pagode
Foi um dos criadores do Grupo Fundo de Quintal, o primeiro conjunto comercialmente bem-sucedido a levar a novidade sonora das rodas ao disco: canto coletivo em uníssono, improviso, tantã, repique de mão e banjo. A estética nascida ali segue viva no pagode de hoje.
Compositor de todo mundo
Foi gravado por praticamente toda a linha de frente do samba, e também por artistas de fora do gênero, como Elba Ramalho e Nelson Gonçalves. Participou de discos de Chico Buarque, Beth Carvalho e Martinho da Vila, além dos treze álbuns próprios.
O jongo e a raiz
Divulgou o jongo e as tradições de matriz africana num repertório que ia da contestação sarcástica ao romantismo suburbano. Falava abertamente de religiosidade e samba de raiz numa época em que isso ainda causava desconforto — sua canção “Saco Cheio” chegou a provocar protestos do arcebispo do Rio de Janeiro.
O sambista completo
Instrumentista, intérprete e compositor ao mesmo tempo — combinação rara, que lhe rendeu o apelido de “sambista completo”. Beth Carvalho chegou a compará-lo a Baden Powell no violão. Foi também mestre de bateria e diretor da Acadêmicos do Salgueiro, a escola do morro onde nasceu.
Obra Gravada
Discografia Essencial
Foram treze álbuns próprios entre 1981 e 2001, além de dezenas de participações em discos de outros artistas. Estes quatro marcam os pontos de virada da carreira solo de Almir Guineto.
O Suburbano
1981 · Álbum de estreia solo
Lançado no mesmo ano em que venceu o Festival MPB-Shell e deixou o Fundo de Quintal, é o disco em que Almir assume pela primeira vez o papel de intérprete principal. O título já anuncia o território que ele nunca abandonaria: o subúrbio carioca.
Almir Guineto
1986 · O disco de “Conselho”
O álbum que traz “Conselho”, hoje a música mais ouvida de sua carreira — embora a faixa só tenha estourado anos depois do lançamento, adotada pelo público por conta própria. Não confundir com o outro disco homônimo, de 1999.
Destaques
Olhos da Vida
1988 · O auge dos anos 80
Lançado no meio da década em que Almir se firmou como um dos nomes mais gravados do samba brasileiro, o disco pertence à sequência que vai de “Sorriso Novo” (1985) a “Jeito de Amar” (1989) — o período de maior presença dele no rádio.
Todos os Pagodes
2001 · Último álbum de estúdio
Fecha a discografia própria construída ao longo de vinte anos de carreira solo. Depois dele, Almir seguiu em atividade nos palcos e em participações até 2016, quando se afastou para tratar da saúde.
De “O Suburbano” a “Todos os Pagodes”, a obra de Almir Guineto registra duas décadas em que o subúrbio carioca ditou o som do samba brasileiro.
Canções que Ficaram
Os clássicos de Almir Guineto
O repertório de Almir Guineto reúne o partido-alto irreverente, o jongo, a crônica do subúrbio e o romantismo — tudo atravessado pelo som do banjo que ele mesmo adaptou.
Conselho
Adilson Bispo e Zé Roberto · 1986
A música mais ouvida da carreira, e uma das poucas cujo primeiro verso virou expressão de uso corrente. Curiosamente, não estourou de imediato: lançada no álbum de 1986, só ganhou fama anos depois, quando o público a adotou por conta própria.
🏆 Por que ouvir?
É o retrato do Almir intérprete: uma letra de conselho amoroso entregue com aquela voz rascante que não se confunde com nenhuma outra.
Caxambu
Brasil, Bidubi, Zé Lobo e Elcio dos Santos · gravação de 1999, produção de Rildo Hora
O samba mais associado ao nome dele — embora a composição não seja sua: Almir foi o intérprete que a eternizou. O título remete ao jongo, dança e ritmo de matriz africana que ele divulgou ao longo de toda a carreira. A gravação aqui é a de 1999, com produção de Rildo Hora; a original saiu no álbum de 1986.
🏆 Por que ouvir?
Mostra a faceta de guardião da raiz: um sambista de rádio levando o jongo para o grande público sem diluir nada.
Jibóia
Vilani Silva
Partido-alto construído sobre uma alegoria animal, na tradição do samba que usa bichos para falar de gente. É o Almir versador, aquele que se destacava nas rodas do Cacique de Ramos improvisando versos.
🏆 Por que ouvir?
Exemplo do partido-alto irreverente que fez a fama dele antes mesmo dos discos — a habilidade de improviso que os parceiros de roda chamavam de imbatível.
Insensato Destino
Acyr Marques, Chiquinho e Maurício Lins · álbum “Sorriso Novo” (1985)
Do lado romântico da obra — o “romantismo sutil e envolvente” que a crítica apontava como contraponto à irreverência dos partidos. Uma das faixas mais lembradas do repertório dele.
🏆 Por que ouvir?
Prova que o mesmo sambista do jongo e da contestação sabia entregar uma canção de amor sem perder a identidade.
A Chave do Perdão
Everaldo Cruz e Paulinho Rezende · 1982
Faixa-título do segundo álbum solo, lançado no ano seguinte à estreia com “O Suburbano”. Marca o período em que Almir consolidava sua identidade como intérprete, depois de duas décadas dedicadas sobretudo ao grupo e ao instrumento.
🏆 Por que ouvir?
É o Almir dos primeiros anos solo, ainda construindo o repertório que o levaria ao auge na década seguinte.
Do partido-alto ao romantismo, cada uma dessas canções mostra uma face do sambista completo que veio do Morro do Salgueiro.
Dúvidas comuns
Perguntas Frequentes
As perguntas que o público mais faz sobre a vida, a obra e o instrumento que Almir Guineto trouxe para o samba.
Quem foi Almir Guineto?
Almir de Souza Serra foi cantor, compositor e instrumentista brasileiro, nascido no Rio de Janeiro em 12 de julho de 1946 e morto na mesma cidade em 5 de maio de 2017, aos 70 anos. Criado no Morro do Salgueiro, foi um dos fundadores do Grupo Fundo de Quintal e é reconhecido como um dos principais pais do pagode carioca.
Quem levou o banjo para o samba?
Almir Guineto é creditado por ter introduzido o banjo no samba brasileiro. Segundo relatos, o instrumento chegou às mãos dele por Mussum, seu colega nos Originais do Samba, que se encantou com um banjo visto numa excursão internacional do grupo. Foi Almir quem fez a adaptação: substituiu o braço de madeira original por um de cavaquinho, reduzindo as cordas de cinco para quatro.
Por que o banjo foi adaptado ao braço de cavaquinho?
Por um motivo prático. Nas rodas do Cacique de Ramos, no fim dos anos 1970, Almir se frustrava por não ser ouvido em meio à sonoridade alta dos tantãs e pandeiros. O banjo adaptado manteve a afinação do cavaquinho e ganhou a potência que a roda de rua exigia — e por isso o instrumento se espalhou pelo gênero.
Qual é a música mais famosa de Almir Guineto?
“Conselho”, do álbum de 1986, é a mais ouvida de sua carreira — e curiosamente só ganhou fama anos depois do lançamento. Outros grandes clássicos são “Caxambu”, “Jibóia”, “Insensato Destino” e “A Chave do Perdão”.
Almir Guineto fundou o Fundo de Quintal?
Sim, foi um dos fundadores, ao lado de Bira Presidente, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha e Ubirany. O grupo nasceu nas rodas de quarta-feira do bloco Cacique de Ramos e gravou seu primeiro disco em 1980, apadrinhado por Beth Carvalho. Logo depois, Almir saiu para seguir carreira solo.
Qual a relação de Almir Guineto com Arlindo Cruz?
Ambos são os nomes mais associados ao banjo no samba. Quando Almir deixou o Fundo de Quintal, foi Arlindo Cruz quem assumiu o instrumento no grupo e o levou consigo até o fim da carreira. No meio do samba circula uma frase atribuída a Zeca Pagodinho, de que banjo no samba só existiriam esses dois.
Qual era a escola de samba de Almir Guineto?
A Acadêmicos do Salgueiro, do morro onde nasceu e cresceu. Nos anos 1970 tornou-se mestre de bateria e diretor da escola. Sua mãe, Nair de Souza — a “Dona Fia” —, também era figura de relevo na agremiação.
Almir Guineto tocava em qual grupo antes do Fundo de Quintal?
Nos Originais do Samba, grupo fundado por seu irmão Francisco de Souza Serra, o Chiquinho. Almir entrou aos dezesseis anos e ficou cerca de dez anos na formação, ao lado de nomes como Mussum.
Quantos discos Almir Guineto lançou?
Foram treze álbuns próprios, de “O Suburbano” (1981) a “Todos os Pagodes” (2001), além de dezenas de participações em discos de outros artistas, entre eles Chico Buarque, Beth Carvalho e Martinho da Vila.
Como Almir Guineto morreu?
Morreu em 5 de maio de 2017, no Rio de Janeiro, aos 70 anos, em decorrência de complicações de problemas renais crônicos e diabetes. Havia se afastado dos palcos em julho de 2016 para tratar da saúde.
Fontes
Referências
As informações deste artigo foram apuradas a partir das fontes abaixo. A história da adaptação do banjo, em especial, foi checada em mais de uma delas — e o texto indica onde as versões divergem.
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Enciclopédia Itaú Cultural — verbete “Almir Guineto”
Fonte principal do artigo. Traz a versão mais precisa da história do banjo — o instrumento foi presente de Mussum, e a substituição do braço por um de cavaquinho foi feita pelo próprio Guineto — além de dados familiares e da cronologia de carreira.
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Verbete enciclopédico com biografia, discografia e as fontes primárias citadas ao pé da página.
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Wikipedia (em inglês) — Almir Guineto
Traz a lista completa dos treze álbuns solo, o registro do Festival MPB-Shell de 1981 e o episódio da canção “Saco Cheio” e dos protestos do arcebispo do Rio de Janeiro.
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TV Brasil — “O banjo entrou no samba”, programa Segue o Som
Episódio com o próprio Almir Guineto falando sobre carreira, religiosidade, jongo e a chegada do banjo ao samba, com participação de Sombrinha. É também a origem da fotografia usada neste artigo.
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Billboard Brasil — “Como Mussum popularizou instrumento que revolucionou o samba”
Reportagem sobre a origem do banjo brasileiro nas excursões internacionais dos Originais do Samba e a parceria entre Mussum e Almir Guineto na adaptação do instrumento.
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Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira — verbete “Almir Guineto”
Obra de referência do Instituto Cultural Cravo Albin, consultada para conferir créditos de composição, anos de lançamento e repertório.
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