Clara Nunes

A voz que uniu o samba às raízes afro-brasileiras e abriu caminho para todas as cantoras que vieram depois.

Foto: Divulgação — Wikimedia Commons, Domínio Público

Era uma fábrica de tecidos no interior de Minas Gerais, nos anos 1950, quando uma adolescente órfã de pai e mãe passava os dias no tear e as noites cantando em quermesses de igreja. Duas décadas depois, aquela tecelã seria a primeira cantora brasileira a vender mais de cem mil discos — e a voz que apresentaria o Brasil negro ao rádio de todo o país.

Quem foi Clara Nunes?

Clara Francisca Gonçalves nasceu em 12 de agosto de 1942, no distrito de Cedro, então pertencente a Paraopeba, em Minas Gerais — hoje o município de Caetanópolis. Morreu no Rio de Janeiro em 2 de abril de 1983, aos 40 anos, no auge da carreira.

Órfã desde os seis anos, foi criada pelos irmãos mais velhos e começou cedo a trabalhar como tecelã na fábrica Cedro e Cachoeira, a mesma que dava nome ao lugarejo. Aos dezesseis, pediu demissão e mudou-se para Belo Horizonte, onde continuou no tear enquanto cantava em festas e casas noturnas. O sobrenome artístico veio da mãe, por sugestão de um produtor.

No Rio desde 1965, gravou dezesseis álbuns de estúdio e tornou-se a maior voz feminina do samba brasileiro. Sua obra atravessou o samba, a MPB, o forró e o ijexá, e foi marcada por uma pesquisa profunda sobre as raízes afro-brasileiras — tema que ela levou ao grande público numa época em que poucos ousavam fazê-lo.

Clara Nunes no Zicartola

Clara Nunes no Zicartola. Foto: autor desconhecido — Arquivo Nacional, Domínio Público

⏱️ Resposta Rápida

Clara Nunes foi cantora brasileira, considerada uma das maiores intérpretes do samba. Conhecida como “a Guerreira”, foi a primeira cantora do país a ultrapassar cem mil cópias vendidas e integra o “ABC da Música” ao lado de Alcione e Beth Carvalho. Vendeu mais de 4 milhões de discos em vida.

✨ Curiosidades

  • O sobrenome artístico veio da mãe: ela nasceu Clara Francisca Gonçalves.
  • Trabalhou como tecelã na fábrica Cedro e Cachoeira, que deu nome à cidade onde nasceu.
  • Venceu a etapa mineira do concurso A Voz de Ouro ABC cantando “Serenata do Adeus”, de Vinicius de Moraes.
  • Viajou várias vezes à África em pesquisa sobre as raízes da música negra, e converteu-se ao candomblé.
  • Em 1999, Alcione gravou o disco “Claridade”, com os maiores sucessos da amiga.

📋 Ficha Rápida

  • Nome: Clara Francisca Gonçalves
  • Nascimento: 1942
  • Falecimento: 1983
  • Cidade natal: Cedro, hoje Caetanópolis (MG)
  • Apelido: A Guerreira
  • Profissão: Cantora e intérprete

Trajetória

Linha do Tempo

  • 1942

    Nascimento em Cedro, Minas Gerais

    Clara Francisca Gonçalves nasce em 12 de agosto, no distrito de Cedro, então pertencente a Paraopeba — hoje o município de Caetanópolis. Órfã de pai e mãe aos seis anos, é criada pelos irmãos mais velhos.

  • 1958

    De tecelã a cantora

    Aos dezesseis anos, deixa a fábrica Cedro e Cachoeira e muda-se para Belo Horizonte. Continua trabalhando no tear, mas passa a cantar em quermesses de igreja, festas de empresa e casas noturnas da capital mineira.

  • 1960

    A Voz de Ouro ABC

    Vence a etapa mineira do concurso cantando “Serenata do Adeus”, de Vinicius de Moraes, e fica em terceiro lugar na fase nacional. O prêmio da Odeon é a gravação de um compacto — a porta de entrada no mercado fonográfico.

  • 1965

    A mudança para o Rio de Janeiro

    Deixa Belo Horizonte rumo ao Rio, então centro da indústria fonográfica e da televisão brasileira. Passa a se apresentar nos principais programas musicais da TV.

  • 1966

    O primeiro disco

    Lança “A Voz Adorável de Clara Nunes”, álbum de estreia ainda marcado pelos boleros e pela canção romântica, distante do samba que a consagraria.

  • 1968

    O primeiro grande sucesso

    “Você Passa e Eu Acho Graça”, de Ataulfo Alves e Carlos Imperial, torna-se seu primeiro hit nacional e sinaliza a virada de rumo em direção ao samba.

  • 1974

    “Alvorecer” e o recorde de vendas

    O álbum ultrapassa 300 mil cópias, marca inédita para uma cantora brasileira, puxado por “Conto de Areia”. No mesmo ano, representa o Brasil no Festival do Midem, em Cannes.

  • 1975

    “Claridade” e o casamento com Paulo César Pinheiro

    Lança o disco de maior sucesso da carreira, com “O Mar Serenou”, de Candeia. No mesmo ano casa-se com o compositor Paulo César Pinheiro, parceiro artístico com quem ficaria até o fim da vida.

  • 1976

    “Canto das Três Raças”

    O álbum consolida a face mais política de sua obra, com a canção-título que narra a formação do Brasil pelas três matrizes étnicas e denuncia o apagamento da resistência negra.

  • 1982

    “Nação”, o último disco

    Fecha uma discografia de dezesseis álbuns de estúdio construída em pouco mais de quinze anos, com mais de 4 milhões de cópias vendidas ao longo da carreira.

  • 1983

    A morte aos 40 anos

    Em março, submete-se a uma cirurgia de varizes e sofre uma reação alérgica a um componente do anestésico, seguida de parada cardíaca. Permanece 28 dias internada e morre em 2 de abril, no Rio de Janeiro, no auge da carreira.

A obra

Carreira Artística

Clara Nunes não começou no samba. Seu disco de estreia, de 1966, era feito de boleros e canções românticas — o repertório que se esperava de uma cantora de rádio naquela década. A virada que definiria sua obra veio depois, e foi tão radical quanto consciente.

Do bolero ao samba

O ponto de inflexão foi “Você Passa e Eu Acho Graça”, em 1968. A partir dali, Clara passou a construir um repertório apoiado nos grandes compositores do samba — Candeia, Paulo César Pinheiro, Mauro Duarte, Martinho da Vila, Dorival Caymmi, Chico Buarque — e a se firmar como aquilo que sempre foi: uma intérprete, no sentido mais exigente da palavra.

Compunha pouco, e não era essa a sua marca. O gesto artístico dela estava na escolha: em pouco mais de quinze anos, montou uma discografia de dezesseis álbuns que funciona como um mapa do que havia de melhor sendo escrito no samba brasileiro naquele período.

A pesquisa das raízes

O que distingue Clara Nunes de suas contemporâneas é a profundidade da pesquisa. Ela viajou várias vezes à África em busca das origens da música negra, estudou danças e tradições afro-brasileiras e converteu-se ao candomblé. Esse trabalho não ficou no plano pessoal: virou repertório, virou disco, virou palco.

Num Brasil que ainda tratava as religiões de matriz africana com desconfiança aberta, ela levou o ijexá, os pontos de umbanda e as referências a orixás para o rádio comercial e para o topo das paradas. É por isso que é lembrada como uma das pioneiras no uso da arte contra a intolerância religiosa.

O ABC da Música

Clara é o C do trio que sustentou o samba nas décadas de 1970 e 1980, ao lado de Alcione, o A, e de Beth Carvalho, o B. Cada uma com um papel próprio — Beth como reveladora de talentos, Alcione como força interpretativa, e Clara como a voz das raízes.

Foi também a que abriu a porta comercial: ao se tornar a primeira cantora brasileira a ultrapassar cem mil cópias vendidas, e depois a passar de 300 mil com “Alvorecer”, provou à indústria que uma mulher cantando samba podia liderar vendas. Todas as que vieram depois caminharam por essa brecha.

Obra-Prima

Canto das Três Raças

Composição de Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte · Álbum “Canto das Três Raças” (1976)

A canção que deu nome ao disco, ao teatro e à voz que a levou ao país inteiro.

  • 1976
  • Samba
  • Formação do Brasil
  • Faixa-título

Por que ouvir?

É a canção em que a obra de Clara Nunes assume por inteiro sua dimensão política. A letra percorre a formação do país pelas três matrizes étnicas e cobra o que a história oficial silenciou sobre a resistência negra. Cantada por uma mulher que havia estudado essas raízes na própria África, deixa de ser apenas repertório e vira testemunho. Ouvir esta gravação é entender por que Clara é lembrada tanto pela voz quanto pelo que escolheu fazer com ela.

O que ficou

Legado

Clara Nunes morreu aos 40 anos, com pouco mais de quinze de carreira no samba. Foi tempo suficiente para mudar o que uma cantora brasileira podia gravar, vender e defender publicamente.

A porta que ela abriu

Foi a primeira cantora brasileira a ultrapassar cem mil cópias vendidas, e depois passou de 300 mil com “Alvorecer”. Provou à indústria fonográfica que uma mulher cantando samba podia liderar vendas — e todas as que vieram depois caminharam por essa brecha.

As raízes no horário nobre

Viajou à África em pesquisa sobre as origens da música negra e converteu-se ao candomblé. Levou o ijexá, os pontos e as referências aos orixás para o rádio comercial numa época em que isso ainda causava desconforto — pioneirismo no uso da arte contra a intolerância religiosa.

O C do ABC da Música

Ao lado de Alcione e Beth Carvalho, formou o trio que sustentou o samba nas décadas de 1970 e 1980. Em 1999, Alcione gravaria o disco “Claridade”, inteiramente dedicado aos maiores sucessos da amiga.

Teatro próprio e obra reeditada

Chegou a ter teatro próprio na Gávea, no Rio, inaugurado com o show que levava o nome de “Canto das Três Raças”. Décadas depois, a EMI-Odeon reeditou sua obra completa — os dezesseis LPs remasterizados no estúdio Abbey Road, em Londres.

A memória e o ruído

Durante os 28 dias em que esteve internada, a imprensa fez circular uma série de especulações sobre seu estado — todas posteriormente desmentidas. O episódio virou exemplo do sensacionalismo da época. Hoje sua cidade natal, Caetanópolis, mantém a Casa de Cultura Clara Nunes e um festival anual em sua homenagem.

Obra Gravada

Discografia Essencial

Foram dezesseis álbuns de estúdio em pouco mais de quinze anos, com mais de quatro milhões de cópias vendidas. Estes quatro concentram o período em que Clara Nunes definiu o que seria sua obra.

Alvorecer

1974 · Recorde de vendas para cantoras brasileiras

O disco que quebrou a barreira comercial: mais de 300 mil cópias, marca inédita para uma cantora no Brasil. Traz “Conto de Areia”, de Romildo Bastos e Toninho Nascimento, além de “Menino Deus” e “O Que É Que a Baiana Tem”, de Dorival Caymmi.

Destaques

Conto de Areia Menino Deus
Saiba mais

Claridade

1975 · O maior sucesso da carreira

O disco de maior alcance popular de Clara Nunes, puxado por “O Mar Serenou”, de Candeia — uma das gravações mais reconhecíveis de sua voz. Foi lançado no mesmo ano em que se casou com o compositor Paulo César Pinheiro.

Destaques

O Mar Serenou
Saiba mais

Canto das Três Raças

1976 · O disco mais político

A faixa-título, de Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte, narra a formação do Brasil pelas três matrizes étnicas e cobra o que a história oficial silenciou sobre a resistência negra. O nome batizaria também o primeiro show da cantora em seu teatro próprio, na Gávea.

Destaques

Canto das Três Raças
Saiba mais

Nação

1982 · O último disco

Fecha a discografia da cantora, lançado no ano anterior à sua morte. O título vem da composição homônima de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, escolhida pela própria Clara — uma síntese do que ela vinha construindo desde o início dos anos 1970.

Saiba mais

De “Alvorecer” a “Nação”, a obra de Clara Nunes registra oito anos em que uma cantora brasileira levou as raízes africanas do país ao topo das paradas — e mudou o que se esperava de uma intérprete de samba.

Para ouvir

Grandes Clássicos

Cinco gravações que resumem o alcance de Clara Nunes: o samba de terreiro, o forró nordestino, a canção política e a parceria com os maiores compositores do país.

01

O Mar Serenou

Candeia · Claridade (1975)

A gravação mais ouvida de Clara Nunes até hoje, com mais de 60 milhões de reproduções nas plataformas de streaming. Composta por Candeia, é um ponto de umbanda transformado em samba — exatamente o tipo de travessia entre terreiro e rádio comercial que definiu a obra dela.

Por que ouvir?

É a porta de entrada mais óbvia para a obra dela, e não à toa: reúne num só registro a voz, o repertório de raiz e a escolha de compositor que faziam de Clara uma intérprete diferente de todas as outras.

02

Feira de Mangaio

Sivuca e Glorinha Gadelha · com participação especial de Sivuca

Segunda faixa mais ouvida de Clara Nunes, com mais de 44 milhões de reproduções. O forró nordestino, com sua enumeração de produtos de feira, mostra a faceta menos comentada da cantora: a versatilidade que a levava do samba de terreiro ao xote sem nenhum desconforto. Na gravação, o próprio Sivuca — um dos autores — participa ao lado dela.

Por que ouvir?

Prova de que o repertório de Clara nunca coube numa etiqueta só. Ao lado do samba e do ijexá conviviam o frevo, a ciranda, o coco e o xote — um retrato da diversidade rítmica do próprio país.

03

Canto das Três Raças

Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte · Canto das Três Raças (1976)

A canção mais política de sua discografia. Percorre a formação do Brasil pelas três matrizes étnicas e cobra o que a história oficial silenciou sobre a resistência negra e o extermínio indígena. Deu nome ao álbum e ao primeiro show da cantora em seu teatro próprio, na Gávea.

Por que ouvir?

É onde a obra de Clara Nunes assume por inteiro sua dimensão política. Cantada por quem havia pesquisado essas raízes na própria África, deixa de ser repertório e vira testemunho.

04

Conto de Areia

Romildo Bastos e Toninho Nascimento · Alvorecer (1974)

O sucesso que quebrou a barreira comercial. Foi por causa desta faixa que “Alvorecer” ultrapassou 300 mil cópias, marca inédita para uma cantora brasileira — resultado que, segundo a própria crítica da época, abriu espaço no mercado para as intérpretes que viriam depois.

Por que ouvir?

Uma canção que mudou a economia do samba cantado por mulheres no Brasil. Alcione e Beth Carvalho chegariam ao mercado por uma porta que esta gravação ajudou a escancarar.

05

Morena de Angola

Chico Buarque · 1980

Chico Buarque escreveu a canção especialmente para Clara Nunes. A letra descreve uma mulher angolana e o chocalho amarrado à canela, brincando com a dúvida sobre quem move quem — o instrumento ou a pessoa. Virou um dos grandes sucessos dela no início dos anos 1980.

Por que ouvir?

Mostra o lugar que Clara ocupava na música brasileira: o maior compositor de sua geração escreveu pensando na voz dela e no tema que ela havia escolhido defender.

Dúvidas comuns

Perguntas Frequentes

As perguntas que o público mais faz sobre a vida, a obra e o legado da Guerreira do samba.

Quem foi Clara Nunes?

Clara Francisca Gonçalves foi cantora brasileira, considerada uma das maiores intérpretes do samba. Nasceu em 12 de agosto de 1942, no distrito de Cedro, em Minas Gerais — hoje Caetanópolis — e morreu no Rio de Janeiro em 2 de abril de 1983, aos 40 anos. Gravou dezesseis álbuns de estúdio e vendeu mais de quatro milhões de discos.

Por que Clara Nunes era chamada de Guerreira?

O apelido consolidou-se a partir da canção “Guerreira”, composta por Paulo César Pinheiro e João Nogueira, cujos versos traçavam o perfil da cantora. A alcunha combinava com sua postura pública: defensora do samba, da cultura popular e das religiões de matriz africana num período em que isso exigia coragem.

Qual é a música mais famosa de Clara Nunes?

“O Mar Serenou”, de Candeia, é sua gravação mais ouvida, com mais de 60 milhões de reproduções nas plataformas de streaming. Outros grandes clássicos são “Conto de Areia”, “Feira de Mangaio”, “Canto das Três Raças” e “Morena de Angola”.

O que Clara Nunes fazia antes de ser cantora?

Era tecelã. Órfã de pai e mãe desde os seis anos, começou a trabalhar ainda adolescente na fábrica de tecidos Cedro e Cachoeira, que dava nome ao lugarejo onde nasceu. Aos dezesseis anos mudou-se para Belo Horizonte, onde seguiu no tear enquanto cantava em quermesses e casas noturnas.

O que é o “ABC da Música”?

É como o meio musical brasileiro passou a se referir a três intérpretes que sustentaram o samba nas décadas de 1970 e 1980: A de Alcione, B de Beth Carvalho e C de Clara Nunes. Clara foi a primeira das três a alcançar grandes vendagens, abrindo espaço no mercado para as outras.

Clara Nunes era de candomblé?

Sim. Pesquisadora dos ritmos e do folclore da música popular brasileira, viajou várias vezes à África em busca das raízes da música negra e converteu-se ao candomblé. Levou o ijexá, os pontos e as referências aos orixás para o rádio comercial, tornando-se uma das pioneiras no uso da arte contra a intolerância religiosa.

Quantos discos Clara Nunes vendeu?

Mais de quatro milhões ao longo da carreira. Foi a primeira cantora brasileira a ultrapassar cem mil cópias de um disco, com “Tristeza Pé no Chão”, e o álbum “Alvorecer” (1974) passou de 300 mil — marca inédita para uma mulher no país até então.

Quem era o marido de Clara Nunes?

O compositor Paulo César Pinheiro, com quem se casou em 1975 e ficou até o fim da vida. Além de companheiro, foi um de seus principais parceiros artísticos: é coautor, com Mauro Duarte, de “Canto das Três Raças”, e assina várias outras canções do repertório dela.

Como Clara Nunes morreu?

Em março de 1983 ela se submeteu a uma cirurgia de varizes e teve uma reação alérgica a um componente do anestésico, seguida de parada cardíaca. Permaneceu 28 dias internada e morreu em 2 de abril de 1983, no Rio de Janeiro, aos 40 anos. As especulações que circularam na imprensa durante a internação foram todas posteriormente desmentidas.

Onde Clara Nunes é homenageada hoje?

Em Caetanópolis, sua cidade natal, funciona a Casa de Cultura Clara Nunes, instalada no antigo cinema onde ela se apresentou pela primeira vez. O município realiza também um festival cultural anual em sua homenagem. Sua obra completa foi reeditada pela EMI-Odeon, com os dezesseis LPs remasterizados no estúdio Abbey Road, em Londres.

Fontes

Referências

As informações deste artigo foram apuradas a partir das fontes abaixo. Datas, créditos de composição e dados de vendagem foram checados em mais de uma delas sempre que possível.

  1. Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira — verbete “Clara Nunes”

    Obra de referência do Instituto Cultural Cravo Albin, com biografia, dados artísticos e histórico das reedições da obra. Fonte principal para cronologia da carreira.

  2. Wikipédia — Clara Nunes

    Verbete enciclopédico com biografia, discografia completa e as fontes primárias citadas ao pé da página.

  3. Wikipedia (em inglês) — Clara Nunes

    Verbete com detalhamento dos dados de vendagem, da relação da cantora com a Portela e da lista de compositores que integraram seu repertório.

  4. Jornal da Unesp — “O legado de Clara Nunes”

    Reportagem publicada nos 40 anos de sua morte, com contexto sobre a origem do apelido, o pioneirismo no combate à intolerância religiosa e o período de internação em 1983.

  5. Discografia Brasileira — Instituto Moreira Salles

    Base de dados fonográfica do IMS, usada para conferir anos de lançamento, gravadoras e formatos dos discos citados na Discografia Essencial.

  6. Wikimedia Commons — Categoria: Clara Nunes

    Repositório das imagens utilizadas neste artigo, todas em domínio público, com autoria e termos de uso indicados nas legendas.

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